Whatsapp Image 2025 04 16 At 15.04.50
Tramita na casa legislativa o Projeto de Lei Nº 6.749-A, de 2016, de autoria do deputado Goulart (SP), que propõe o aumento de 1/3 das penas para crimes como lesão corporal, ameaças, desacato e ofensas à honra cometidos contra profissionais da saúde durante o exercício de suas atividades.
O relator da matéria, deputado Bruno Farias (MG), destacou a necessidade de se combater o que chamou de “escalada de violência” enfrentada pela categoria. “Se depender de mim, os agressores não terão clemência. Respeitem a enfermagem!”, afirmou o parlamentar, que preside a Bancada da Enfermagem na Câmara dos Deputados, em suas redes sociais.
Dados recentes divulgados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) revelam um cenário alarmante de violência contra enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem no Brasil. Em 2023, mais de 60% dos profissionais entrevistados relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência no ambiente de trabalho, de acordo com a entidade.
Os relatos apontam uma diversidade de situações preocupantes, desde agressões físicas e ameaças verbais até casos de assédio moral. Esses episódios ocorrem em diversos cenários, incluindo hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento (UPAs) e até em atendimentos domiciliares.
O Cofen destaca a necessidade urgente de medidas para proteger esses profissionais, que enfrentam não apenas as exigências de suas funções, mas também um ambiente hostil e perigoso. A entidade defende a criação de políticas públicas específicas que garantam a segurança no exercício da profissão e promovam melhores condições de trabalho.
Esse aumento na violência reflete desafios estruturais no sistema de saúde brasileiro, gerando debates sobre a valorização e proteção da categoria.
O projeto também ganha relevância diante de um estudo do Datafolha que aponta que 84% dos médicos em São Paulo já sofreram agressões verbais, enquanto 17% foram vítimas de violência física.
A proposta encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) para apreciação. Caso seja aprovado, seguirá para votação no plenário.
A crescente violência enfrentada pelos profissionais de saúde no Brasil
Há um potencial nocivo e oneroso desse fenômeno, capaz de ocasionar sofrimento psicológico, adoecimento físico e emocional, afastamentos do trabalho e, em casos mais graves, até mortes.
Diante deste cenário preocupante, a reflexão sobre a importância de ambientes de trabalho seguros e condições adequadas na área da saúde torna-se ainda mais urgente. Especialistas e entidades de classe, como Cofen, destacam a necessidade de políticas públicas que promovam a segurança e o bem-estar dos profissionais em seus locais de trabalho.
A violência não apenas prejudica os trabalhadores, mas também pode comprometer a qualidade do atendimento oferecido à população, exacerbando os desafios já enfrentados pelo sistema de saúde. Este tema, cada vez mais em evidência, clama por ações efetivas e a conscientização da sociedade como um todo.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar outras seis mortes ocorridas no…
A Rede D’Or tem a posição de liderança entre as empresas hospitalares consideradas as melhores…
O teste de genotipagem molecular para HPV de alto risco identificou cerca de seis vezes…
Os primeiros momentos de vida de um bebê prematuro agora contam com uma inovação desenvolvida…
Um enfermeiro de 40 anos foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (18), durante uma operação…
Uma bactéria que causa preocupação dentro de hospitais ao redor do mundo também tem se…