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Casos de virose disparam no litoral paulista e lotam hospitais

A Baixada Santista registrou um aumento nos casos de virose. Desde dezembro o crescimento das ocorrências tem sobrecarregado as unidades de saúde, que estão lotadas, e as farmácias, que enfrentam escassez de medicamentos para tratar os sintomas.

As viroses geralmente afetam o trato gastrointestinal [sistema digestivo], provocando sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, cólicas e febre. A duração pode variar de um dia a uma semana, e a desidratação pode ser classificada como leve, moderada ou severa.

Confira abaixo dados que reforçam a alta de casos de virose entre os dias 1º e 31 de dezembro nas cidades da Baixada Santista. as informações foram enviadas ao g1 pelas prefeituras da cidade.

• Bertioga: O Hospital Municipal da cidade registrou 300 casos de virose;
• Cubatão: Em janeiro, a cidade registrou 184 atendimentos nas unidade de saúde. A prefeitura não divulgou os dados de dezembro.
• Guarujá: Foram 2.064 atendimentos nas unidades de Pronto Atendimento, sendo que o município registrou 1.457 em novembro;
• Itanhaém: Foram registrados 790 casos.
• Mongaguá: Houve um aumento de 10% no Pronto-Socorro Central e 15% no Hospital da cidade. A prefeitura não informou o número de casos;
• Peruíbe: A administração municipal não informou a quantidade de notificações de virose, mas afirmou que não teve um aumento;
• Praia Grande: A prefeitura informou que as unidades de saúde estão realizando atendimentos de pacientes com virose com maior frequência nos primeiros dias no ano. Mas, de acordo com a administração municipal, não foi necessário contabilizar os casos porque a cidade não está em cenário de surto.
• Santos: Teve 2.264 atendimentos nas três UPAs em dezembro. Nos primeiros dias do ano, já foram 273.
• São Vicente: Foram registrados 1.754 casos. Em novembro, tiveram 1.657. A prefeitura disse que não teve superlotação e falta de analgésicos e antitérmicos nas farmácias da cidade.
Em nota, a Prefeitura de Guarujá destacou que o aumento no número de casos de virose é comum nesta época do ano devido às altas temperaturas, aglomerações e pela falta de cuidados com a alimentação.

Possíveis causas e ações
A equipe da TV Tribuna, afiliada da Globo, recebeu denúncias de vazamento de esgoto nas praias de Guarujá e Itanhaém.

Por meio de nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que equipes atuaram rapidamente para regularizar o funcionamento da rede de esgoto das duas cidades. Segundo a companhia, os serviços foram concluídos com a limpeza e higienização do local.

A empresa afirmou que as fortes chuvas podem sobrecarregar o sistema, já que ele não foi projetado para a entrada de água pluvial. “A Sabesp informa que monitora o sistema de esgotamento sanitário da Baixada Santista, com equipes mobilizadas para manter sua plena operação”, destacou.

A Prefeitura de Guarujá informou que acionou a Sabesp para apurar qualquer possível existência de vazamento ou derramamento irregular de esgoto nos canais da cidade, principalmente na Praia da Enseada.

A administração municipal destacou que estendeu o horário de funcionamento de três postos de saúde entre os dias 28 de dezembro e 5 de janeiro. As Unidades de Saúde da Família dos bairros Cidade Atlântica, Jardim dos Pássaros e Vila Rã estão atendendo das 7h às 22h, enquanto o atendimento 24 horas nas UPAs e PSs foi intensificado.

As prefeituras de Guarujá, Santos, Bertioga, Mongaguá e Peruíbe explicaram que as notificações de viroses não são obrigatórias para o Ministério da Saúde. Por isso, o levantamento foi feito com base no número de atendimentos relacionados à doença nas unidades de saúde dos municípios.

A administração do município de Itanhaém não respondeu sobre o vazamento na praia.

Por meio de nota, o Serviço Municipal de Vigilância Epidemiológica de Peruíbe informou que as medidas de prevenção contra viroses são:

• Hidratação
• Alimentação e sono adequados
• Evitar locais com aglomeração
• Higiene adequada das mãos
• Em caso de sintomas, realizar o uso de máscaras para evitar a propagação dos vírus e procurar uma unidade de saúde
De acordo com a Secretaria de Saúde de Santos, também por meio de nota, a transmissão ocorre pelas vias respiratórias, a partir de gotículas expelidas por tosse ou espirro, ou pelo consumo de alimentos contaminados por bactérias e outros microrganismos.
Durante o verão, a secretaria destacou que a aglomeração de pessoas, o consumo de alimentos de origem desconhecida e as enchentes causadas pelas chuvas são fatores de risco.

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