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Empresa de chamada de enfermagem cresce 700% após investir em novas tecnologias

Após muitas experiências com carteira de trabalho assinada e outras tantas decepções com o mercado, principalmente em relação à gestão de pessoas do meio corporativo, Liliana Cherfen decidiu experimentar o caminho do empreendedorismo. Em 2005, ela se deparou com a oportunidade de adquirir a Sincron, uma marca brasileira de soluções de chamadas de enfermagem que já tinha 60 anos e que estava perdendo valor de mercado por falta de gestão e inovação.

Ela conta que a maior dificuldade que encarou no início foi fazer o mercado voltar a acreditar na empresa. “O negócio estava enfraquecido, eu era uma mulher no ambiente de negócios sem nenhum sócio e com muitos concorrentes. Ouvi vários ‘nãos’ e saí muito mal de diversas reuniões, mas sabia que poderia virar o jogo e trabalhei demais para isso”, lembra.

Focada em alavancar a companhia, Liliana colocou a cabeça para fora e foi buscar nas feiras internacionais referências que poderiam ir além das já consolidadas campainhas para chamar a enfermagem. “Compreendi que meu papel na área da saúde é ajudar a salvar vidas, contribuir com a segurança do paciente por meio de soluções. Então, quanto mais tecnologia eu oferecer ao hospital, mais pessoas poderão ser salvas”, afirma.

Assim nasceram as soluções inovadoras e até então inéditas no país, como a de gestão de leito, que oferece dados para análise da performance das equipes; chamada de enfermeiros wireless; aplicativos de facilities que tiram a operação de hotelaria das mãos da enfermagem, liberando os profissionais para o cuidado centrado no paciente; monitores que se conectam com softwares de gestão e diversos outros produtos.

O trabalho foi muito além do desenvolvimento e venda de equipamentos e envolveu uma mudança de visão de gestão dentro dos hospitais. “Quando falamos em soluções capazes de avaliar a performance da enfermagem, não estamos querendo vigiar o trabalho das equipes, mas facilitá-lo. É o tipo de mudança de cultura que leva tempo e que já vem acontecendo no setor”, comenta a CEO.

A mesma preocupação com as pessoas Liliana emprega na gestão do negócio, no dia a dia com quem atua ao seu lado. Com um olhar humanizado para seus colaboradores, ela acredita na relação recíproca que faz os profissionais e a empresa crescerem juntos com o mesmo propósito.

Momento atual

Sólida, nos últimos 5 anos, a Sincron vem apresentando um crescimento médio anual acima de 20%. Com desenvolvimento e fabricação própria, a empresa conta com um time interno formado por 32 especialistas em diferentes áreas – como engenharia, vendas e TI –, 23 representantes pelo Brasil e exterior, além de parceiros que apoiam na criação dos produtos. Os sistemas da companhia estão presentes em mais de 3 mil localidades pelo país.

“Ser 100% brasileira é uma enorme vantagem nesse mercado, já que tenho a capacidade de entregar com mais agilidade do que os concorrentes e oferecer customização”, avalia a CEO.

Nessa trajetória de 20 anos, a companhia que começou em uma sobreloja no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, está de mudança para um prédio próprio, construído sob medida.

“Para dar esse passo tão importante, contei com o Itaú Empresas, que é meu banco desde o primeiro dia e nunca recusou nada para mim. Sem esse apoio eu não teria a segurança para seguir, já que não usaria a liquidez do negócio para pagar um investimento desse porte”, comenta a empresária.

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que o crédito orientado é um motor para o crescimento sustentável e para a prosperidade das empresas. Em uma simulação, caso todas as PMEs fossem atendidas pelo mesmo modelo consultivo oferecido pelo Itaú Empresas, elas teriam mais fôlego e a taxa de sobrevivência subiria para 55% – enquanto hoje, no país, apenas 40% das empresas sobrevivem após cinco anos segundo o IBGE

Liliana afirma que, muito além dos recursos oferecidos pela instituição, conta com o auxílio consultivo de profissionais especializados e produtos e soluções para o dia a dia que facilitam a gestão. “Graças a muito trabalho, com a colaboração do banco e das pessoas que atuam no negócio, a Sincron cresceu cerca de 700% em faturamento desde o seu primeiro ano”, comenta.

Entretanto, Liliana ressalta que o empreendedorismo precisa ir além do olhar para os números. “Empreender exige propósito, e o dinheiro é sempre a consequência”, conclui.

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