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SUS incorpora membrana amniótica e amplia tratamento de feridas e doenças oculares

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com uma nova tecnologia no tratamento de pacientes com diabetes e alterações oculares: o transplante de membrana amniótica. A incorporação foi aprovada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e deve beneficiar mais de 860 mil pessoas anualmente.

A membrana amniótica, coletada durante o parto, é utilizada na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. Com isso, passa a ser indicada para casos de feridas crônicas, pé diabético e diversas alterações oculares, ampliando as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.

Avanço clínico com impacto direto na recuperação dos pacientes

Na prática clínica, os benefícios são significativos. Em pacientes com pé diabético, por exemplo, a tecnologia pode dobrar a velocidade de cicatrização quando comparada aos curativos tradicionais, reduzindo complicações e o risco de internações prolongadas.

Já nas aplicações oftalmológicas, o uso da membrana atua como um curativo biológico que favorece a regeneração da superfície ocular, reduz a dor e melhora a qualidade da visão. A indicação inclui casos complexos, como úlceras de córnea, queimaduras e inflamações, especialmente quando há falha em terapias convencionais.

Além do ganho clínico, a incorporação da tecnologia também tem impacto direto na gestão hospitalar, com potencial de reduzir custos, tempo de internação e complicações associadas ao tratamento.

O papel da enfermagem nesse novo cenário

Quando uma nova tecnologia entra no sistema, quem está mais perto da resposta clínica do paciente é a equipe de enfermagem. No caso da membrana amniótica, isso se torna ainda mais evidente. O enfermeiro acompanha a evolução da ferida, observa sinais de melhora ou piora, monitora risco de infecção, participa da execução do plano assistencial e ajusta condutas de cuidado conforme a resposta do paciente.

Em casos de pé diabético, por exemplo, a enfermagem está na linha de frente do acompanhamento diário. É quem percebe alterações locais, identifica sinais precoces de complicação, reforça orientações de autocuidado e atua para que o tratamento não se perca entre uma troca de curativo e outra.

Nas alterações oculares, embora o manejo tenha especificidades próprias, a lógica é parecida: o enfermeiro sustenta a continuidade da assistência, observa intercorrências e ajuda a transformar uma tecnologia incorporada em resultado clínico concreto.

Mais tecnologia exige mais preparo

A incorporação de terapias e materiais mais sofisticados não reduz a responsabilidade da assistência. Ela aumenta. Quanto mais complexo o recurso, maior a necessidade de profissionais capazes de entender seu uso dentro do contexto clínico real. Não basta saber que a tecnologia existe.

É preciso compreender para quem ela faz sentido, quais cuidados exigem mais vigilância, onde estão os riscos e como a assistência deve ser organizada para que o benefício apareça de fato.

Na enfermagem, isso pesa ainda mais em cenários de maior gravidade. Feridas complexas, pacientes com diabetes descompensado, risco infeccioso, dor intensa, alterações sistêmicas e necessidade de resposta rápida exigem raciocínio clínico, segurança técnica e capacidade de priorização. Nessas horas, formação faz diferença.

Qualificação impacta diretamente o desfecho

É nesse ponto que a educação continuada deixa de ser complemento e passa a ser ferramenta de trabalho. O enfermeiro que atua em contextos hospitalares, urgência, emergência e terapia intensiva precisa estar preparado para lidar com pacientes complexos, interpretar sinais de agravamento e agir com segurança diante de mudanças rápidas no quadro clínico.

A Pós-Graduação em Trauma, Urgência, Emergência e Terapia Intensiva do Instituto Enfermagem de Valor foi pensada para esse tipo de realidade. O curso capacita o enfermeiro para atuar em ambientes de alta exigência assistencial, fortalecendo competências clínicas, tomada de decisão e manejo seguro do paciente crítico.

Em um sistema onde novas tecnologias chegam para ampliar as possibilidades de cuidado, a qualificação é o que permite ao profissional transformar inovação em assistência bem executada.

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